jazia enquanto arrefecia

O acervo de emoções reprimidas. lembro-me quando desejei a morte do progenitor. Rasgar o triângulo no corpo. jazia morto e arrefecia enquanto o céu me cuspia. Ou deus. não sei.

isso. reprime. faz-te bem à alma. infinitos cortes. sangue vezes sangue é igual a dor infinita. o prazer. a dor. ou ambos.

caminho agora absorto. nú e sem pele percorro caminhos limpos com cheiro a formol. Mastigo o bisturi que me há-de dilacerar o coração. Anseio a ferida. já não durmo, já nem sequer como. Deixei-me das necessidades para passá-las a barbaridades.

estás no bom caminho. mais vale rastejar do que andar. aguarda-te o lixo. anda. sem demoras.

foi assim que perdi uma segunda inocência. as vozes são intermitentes e não menos atrozes. ditam-me. escrutinam-me. não sei... já nem vejo o céu.

3 Comments:

  1. Curiosa da Vida said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Roséli said...
    Gosto do que escreves .. Ou da maneira como consegue descrever o que passa pelo ser humano ..
    Escreva mais .. Compartilhe mais do seu íntimo conosco *.*
    bj
    Unknown said...
    Oi, faz tempo... sou eu, o Marcelo que escreveu sobre sair da bula. Acho que não há mais bula para mim. Encontrei uma saída... para dentro: Escrever uma "Autobiografia Emocional", a história das emoções, desde a primeira memória, ao final escrever um resumo em dez linhas.
    É realmente libertador!
    lembranças!

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