Fugas.

O céu está de novo escurecido. Negro. Sinto-me morto. Sem vida. Vazio.

Sopra o vento, deixa o sol queimar-te. Verás que a dor dissipar-se-á. Estás fraco. Estás seco...

O ar liquefaz-se, o cenário asfixia-me. Sinto-me num contra-senso. Começo a correr para longe, sem destino. A salvação aguarda-me algures, ou talvez em nenhures.

Isso, corre, foge, abandona. Mais te afastas mais te aproximas do abismo sem retorno a ti.

As vozes recomeçaram. Aumentam cada dia que passa. Cerro os olhos com toda a força que tenho e começa a socar os ouvidos. Cada vez com mais força, talvez a raiva as faça desaparecer...
Não consigo adormecer. Não consigo comer. Só consigo morrer.

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